Fornecedora da Havan na Ásia usa birô brasileiro de tags RFID em Taiwan

A iTAG entrega tags RFID na Ásia para a fabricante de roupas Seven, de Hong Kong, inserir nos produtos masculinos, femininos e infantis que serão vendidos pela varejista brasileira no Brasil

Edson Perin

Há poucas semanas, a gigante do varejo brasileira Havan anunciou a operação de 100% de seus produtos com identificação por radiofrequência (RFID), em uma entrevista exclusiva ao IoP Journal concedida por Alexsandro Eloi Venâncio, executivo do Havan Labs (leia mais em Havan anuncia operação 100% RFID). Em apenas dois anos foram inseridos 500 fornecedores e milhões de tags em produtos que agora são totalmente identificados e rastreados pela empresa, dos Centros de Distribuição até as lojas. Além disso, a famosa varejista brasileira que tem a Estátua da Liberdade em suas fachadas reduziu em 30% os valores de produtos em estoque, derrubando custos e aumentando a eficiência das operações, incluindo de omnichannel.

O segredo para esta operação 100% RFID da Havan está na estratégia da companhia de varejo que inclui o suporte de fornecedores na Ásia. Por meio da parceria Havan e iTAG Etiquetas Inteligentes, uma das principais especialistas brasileiras em soluções de negócios com tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID), as marcas de confecção fabricadas na Ásia já enviam seus produtos ao Brasil com tags RFID inseridas, sem custos adicionais, na operação de manufatura, o que facilita todo o processo de logística – desde a origem.

Fachada de uma das 150 lojas da Havan: Estátua da Liberdade como ícone

A operação na Ásia funciona assim: a iTAG presta serviços em seu birô de Taiwan para diversas empresas brasileiras e estrangeiras, como acontece com a Seven International Limited, por exemplo, com sede em Hong Kong, que fornece para a Havanprodutos têxteis confeccionados para os públicos masculino, feminino e infantil. Por meio desta operação, a iTAG imprime e grava as informações sobre os produtos nas etiquetas inteligentes de RFID que serão inseridas nos produtos fabricados pela Seven ainda na linha de montagem das peças.

De acordo com Bruno Kourroski, sócio-diretor da Seven, como o birô RFID da iTAG em Taiwan fica próximo ao polo produtor da Seven, há vantagens estratégicas em produzir as etiquetas inteligentes com a iTAG, para depois enviar os produtos para a Havan, no Brasil, já com as tags RFID inseridas. “Como temos produção na Ásia, enviamos os arquivos para que ocorra a impressão das etiquetas que serão usadas pela Havan. Depois disso, a iTAG Taiwan remete por correio internacional para o nosso escritório que controla a produção, que fica localizado em Xangai, na China”, explica Kourroski.

A Seven utiliza as tags RFID da iTAG para fazer a leitura dos produtos da Havan já nas fábricas. “Os benefícios são todos da Havan. Nós apenas executamos a colocação das etiquetas conforme solicitação do nosso cliente”, afirma Kourroski, dizendo que a Seven aderiu integralmente ao novo processo para satisfazer às necessidades do cliente brasileiro. “Atualmente, estamos utilizando RFID em todos os produtos que vendemos para a Havan”.

Agora em maio de 2021, a Havan pretende concluir o projeto de controle de mercadorias rodando em todas as suas lojas. Um aplicativo de RFID foi desenvolvido pelo time da Havan Labs, com os parceiros de tecnologia selecionados pela corporação, com o intuito de facilitar a vida dos colaboradores e clientes. “Com RFID, a Havan irá facilitar e acelerar a procura por produtos nos estoques das lojas e agilizar a contagem de inventário, ganhando na economia de tempo, otimização de tarefas e redução de custos”, diz Alexsandro Eloi Venâncio, executivo do Havan Labs.

Faz mais de 10 anos que a Havan começou a investigar RFID como ferramenta de negócios, quando as tags ainda tinham custos altos e os equipamentos de gravação e leitura também, o que inviabilizou a implantação da tecnologia logo no início dos testes. Anos depois, a companhia conheceu o caso de sucesso da Brascol, empresa do Brás, em São Paulo (SP), que investiu pesado e obteve sucesso com a tecnologia RFID da iTAG Etiquetas Inteligentes, reduzindo furtos de produtos e ganhando retorno nas operações de mercadorias.

Hoje, a Havan tem mais de 320 leitores RFID em operação em todos os seus estabelecimentos físicos, sem falar em impressoras habilitadas para esta tecnologia, antenas e outros equipamentos complementares. “Todas as etiquetas têm RFID, QR Codes e Códigos de Barras”, explica Venâncio, afirmando que nem sempre a RFID tem o custo mais econômico. “Depende da operação”, completou, dizendo que a RFID trouxe muito valor agregado.

A Havan conseguiu aperfeiçoar sua atuação no e-commerce, o que ainda não era uma de suas prioridades antes da pandemia, mas que foi implantada no decorrer do ano passado e de um modo bastante acelerado graças ao controle eficiente de seus estoques, tanto na recepção, como distribuição e rastreamento de produtos.

“Nossos fornecedores já nos encaminham todos os seus produtos com etiquetas RFID que já contém QR Codes e Códigos de Barras. Na China, os fornecedores utilizam as etiquetas fornecidas pelo birô local que a iTAG abriu. Com isso, todos os nossos fornecedores, mesmo os que operam na Ásia podem entregar os produtos adequadamente dentro dos nossos requisitos”, esclarece Venâncio, afirmando que o padrão GS1 foi implantado para facilitar e agilizar todos estes processos internacionais e locais.

Cada uma das 155 lojas da Havan tem de 5 mil a 6 mil metros quadrados, agora com total precisão de estoque e realização de inventários constantes em alta velocidade. “Nosso intuito agora é ampliar a utilidade da tecnologia, inclusive fazendo com que os nossos fornecedores se beneficiem dela”, planeja o executivo. “A implantação de self check-outs, que permitem aos clientes fazer compras e pagamentos sem ter de esperar em longas filas, usando caixas automáticos, faz parte dos planos”.

Na avaliação de Venâncio, a Havan conseguiu atingir metas importantes por meio do controle de produtos utilizando RFID. “Alguns dos ganhos podem ser medidos, como a redução de 30% no valor dos estoques. Mas há outros benefícios que são intangíveis, como encontrar facilmente os produtos que os clientes compraram por meio dos recursos da RFID”, argumenta. “Assim, deixar os clientes satisfeitos é um ganho que também não se tem como calcular, mas resulta em bons negócios para a nossa companhia”.

Assista à entrevista de Alexsandro Eloi Venâncio, executivo do Havan Labs, na íntegra, em nosso Canal no Youtube. Clique aqui, inscreva-se e deixe o seu “like”.

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