Como funciona a Internet das Coisas nos bancos

A Diebold Nixdorf, uma das maiores fornecedoras mundiais de tecnologia bancária, utiliza IoT para fazer a manutenção preditiva dos equipamentos e caixas eletrônicos

Edson Perin

A Internet das Coisas (IoT, de Internet of Things) chegou aos bancos já faz mais de uma década. Por meio de identificação por radiofrequência (RFID), as instituições controlam o fluxo de equipamentos em seus datacenters, por exemplo. Muitas informações sobre os sucessos das iniciativas ainda são consideradas sensíveis e, por isso, os bancos brasileiros não as divulgam com frequência. Aliás, nenhum banco no mundo gosta muito de compartilhar este tipo de estudo ou implantação. Afinal, para os bancos, a tecnologia integra o core business das instituições.

Os fornecedores de tecnologia bancária, no entanto, explicam até certo ponto – em função da necessidade de compartilhar apenas informações que os bancos também não se sintam ameaçados – quais tecnologias estão em uso e como funcionam. A Diebold Nixdorf, uma das maiores fornecedoras mundiais de tecnologia bancária, explica que utiliza IoT para fazer a manutenção preditiva dos equipamentos e dos caixas eletrônicos.

Edson Perin, editor
Edson Perin

Os bancos que usam ATMs da Diebold Nixdorf e têm um contrato de manutenção com a tecnologia DN All Connect Data Engine (ACDE), fazem uso deste tipo de serviço por meio de inteligência artificial acoplada aos sistemas de IoT. Os serviços de manutenção aproveitam as conexões IoT em tempo real com ATMs DN e oferecem um modelo de serviço preditivo e orientado a dados. Por meio dessa solução, a Diebold Nixdorf pode detectar falhas iminentes e corrigi-las antes que ocorram.

Por meio da conectividade sempre ativa, dados técnicos profundos e de firmware são continuamente recuperados de todos os sensores e pontos de dados em cada dispositivo implantado e conectado. Os dados são coletados de mais de 60.000 dispositivos, em uma ampla variedade de casos de uso e geografias.

A IoT da Diebold Nixdorf correlaciona dados históricos, dados de inventário e a base de conhecimento de engenharia, que são analisados na plataforma de computação em nuvem usando aprendizado de máquina e inteligência artificial. Isso permite identificar e monitorar padrões que ocorrem durante o ciclo de vida dos dispositivos.

O serviço também constrói uma compreensão de cada dispositivo conectado e pode identificar uma falha iminente, disparando uma recomendação para agir com base neste insight e agendar uma visita de manutenção em um momento de baixa demanda do cliente para evitar interrupção não planejada e maximizar o seu tempo de atividade.

Diante disto, vale salientar que a Internet das Coisas se tornou uma realidade irrefutável e um conjunto de tecnologias que nenhuma empresa poderá deixar de utilizar daqui em diante. A Diebold Nixdorf, deve-se lembrar, também opera com tecnologias para empresas de varejo. Vamos acompanhar o que vem por aí.

Edson Perin é editor do IoP Journal Brasil e fundador da Netpress Editora

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