Hologramas em alimentos abrem portas à inovação

A chegada dos hologramas comestíveis promete não apenas decorar confeitos com alta tecnologia, mas até mesmo aumentar a segurança alimentar

Andrew Manly

As notícias recentes de que hologramas podem ser “impressos” em alimentos mostram como a inovação continua a empurrar os limites da tecnologia, de acordo com a International Hologram Manufacturers Association (IHMA). O assunto surge de relatos dos EUA de que cientistas moldaram hologramas comestíveis no chocolate. Atualmente, o processo funciona apenas para certos tipos de confecção, mas o desenvolvimento pode abrir uma série de possibilidades futuras interessantes em torno do controle e rotulagem de alimentos, diz a IHMA.

A organização acredita que os hologramas comestíveis podem oferecer uma maneira segura, rápida e econômica de “imprimir” mensagens importantes sobre os alimentos – eles podem ser usados ​​para garantir melhor segurança alimentar, melhorar a rotulagem dos alimentos ou indicar mais claramente os ingredientes e o teor de açúcar.

A criação de hologramas comestíveis depende de uma solução de xarope de milho, baunilha e água, que é seca em uma película fina. Ele é então revestido com uma fina camada de corante preto não tóxico antes de uma técnica chamada padronização de interferência direta de laser ser usada para gravar a maior parte do corante, deixando para trás linhas elevadas em nanoescala que formam uma grade de difração.

Quando atingida pela luz, a luz é difratada em um padrão de arco-íris, com cores diferentes aparecendo em diversos ângulos de visão. A intensidade e a gama de cores podem ser controladas variando o espaçamento entre as linhas na grade ou o teor de açúcar do xarope de milho.

O presidente do IHMA, Dr. Paul Dunn, disse que este é outro exemplo de como a holografia continua a encontrar novas aplicações comerciais interessantes: “A inovação está expandindo os limites do que a holografia pode alcançar, mostrando que há muito milhagem nesta tecnologia versátil e flexível”.

E completa: “a capacidade de ‘imprimir’ hologramas em alimentos é outro desenvolvimento promissor, anunciando maneiras inovadoras e estimulantes para a indústria de alimentos agregar valor à medida que os fabricantes e produtores procuram por novas abordagens”.

Além disso, a proveniência dos alimentos que consumimos pode se beneficiar com o desenvolvimento, contribuindo para a melhoria da segurança do consumidor, acrescentou Dunn.

“Os hologramas são armas eficazes na luta da linha de frente contra falsificadores e fraudadores, protegendo marcas e lucros. Os envolvidos na cadeia alimentar ficariam tranquilos com a presença nos produtos, reconhecendo a segurança, o aprimoramento da marca e os benefícios financeiros proporcionados”, afirmou.

IoP Journal é media partner da AIPIA

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