Brasileiros aumentam inteligência de veículos autônomos

A AGVS, empresa de veículos autônomos, está usando a tecnologia RFID da eSolutech para tornar suas soluções mais competitivas e, em breve, ainda mais completas

Edson Perin

Empreender no Brasil faz parte das conquistas que a humanidade pode se orgulhar, porque realmente não é fácil. Apesar do cenário de dificuldades e falta de apoio governamental, a AGVS, que tem um portfólio de veículos autoguiados com projetos de desenvolvimento e construção 100% brasileiros, passou a utilizar a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) de outra brasileira, a eSolutech, com o intuito de ganhar ainda mais competitividade.

Em entrevista ao IoP Journal TV, os principais executivos das duas empresas – Samuel Bloch, da eSolutech, e Thomaz Rocco, da AGVS – deram o tom da iniciativa. Em primeiro lugar, a ideia consiste em fazer com que os veículos autônomos da AGVS sejam capazes de se autoguiar por meio do sistema RFID da eSolutech, que utiliza as tags da HID Global e leitor próprio, desenvolvido pela brasileira.

Mas o projeto não para por aí: futuramente, o objetivo inclui permitir às empresas oferecer uma solução integrada capaz de fazer o inventário de grandes armazéns, como CDs (Centros de Distribuição), ao toque de um comando, nos períodos em que haja pouco movimento ou nenhuma operação em andamento nos grandes estoques.

Assista à entrevista ao IoP Journal TV na íntegra: clique aqui.

Samuel Bloch, Thomas Rocco e Edson Perin, da esq. para dir.

O Grupo ZF de Sorocaba (SP) é um case com o uso dos AGVs (Automated Guided Vehicle), da AGVS, para o transporte de produtos como transmissões, eixos e componentes para manufatura dentro e entre os prédios da unidade. O projeto faz parte da estratégia da ZF de tornar seus processos cada vez mais alinhados aos princípios da indústria 4.0 e automação.

A implantação, que começou em 2019, foi liderada pela área de logística da ZF de Sorocaba, a primeira do grupo no mundo a adotar a tecnologia com interface para áreas externas. Em 2020, a infraestrutura da unidade foi adaptada para receber esses veículos. O primeiro deles começou a operar em janeiro de 2021, sendo que os quatro AGV passaram a funcionar simultaneamente dois meses depois.

A automação e a digitalização integram a estratégia para atender as previsões de ampliação da logística e das operações da ZF na América do Sul. Assim, estas expectativas são as grandes impulsionadoras para a criação e implantação do novo projeto, que já trouxe um aumento de 31,8% de produtividade e redução de 94,6% na variabilidade do tempo de entrega dos materiais.

As tags RFID instaladas no percurso dos veículos determina a velocidade, localização, raio de ação e o que o veículo deve ou não fazer. Para isto, são consideradas também variantes como áreas externas, piso plano, velocidade máxima, curvas, paredes, etc. A flexibilidade é uma das grandes vantagens do AGV, uma vez que é possível alterar trajetos a qualquer momento, de acordo com a necessidade de cada operação, completa.

Os veículos autônomos chegam a 14 quilômetros por hora, mas podem ser programados para operar em velocidades reduzidas, de acordo com o trecho e a complexidade oferecida pelo ambiente. O carregamento da bateria do equipamento é realizado em cinco pontos de parada. Em nenhum momento é preciso interromper a operação, pois sua capacidade de movimentação é de 24 horas por dia.

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