RFID Brasil reforça sistema para saúde, devido à Covid-19

Plataforma pode ser utilizada para rastreamento de pacientes e integrantes de equipes médicas, além do controle de ativos em hospitais

Edson Perin

Atenta ao crescimento da demanda hospitalar gerada pelo coronavírus e pela doença Covid-19, provocada por este mesmo vírus, a RFID Brasil partiu para uma solução inovadora: adaptar sua plataforma para o setor de saúde, permitindo o rastreamento de pacientes e integrantes de equipes médicas, além do controle de ativos em hospitais.

Glaúcia Gomes, CEO da RFID Brasil, diz que “está apresentando esta proposta de soluções tecnológicas inovadoras para a área da saúde, procurando auxiliar e apoiar as instituições do setor nos processos de monitoramento de pacientes e ativos médicos, além de outros aspectos relevantes as questões da Covid-19”.

E completa: “nossas soluções de inteligência em nível de item combinam tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID) e sensores GPS com a plataforma IoT & Big Data da Mojix, o que permite o monitoramento em tempo real e a rastreabilidade histórica da localização de pacientes e equipamentos médicos, tanto em instalações de saúde quanto fora destas, gerenciando ao mesmo tempo o processamento de eventos complexos para gerar alertas e notificações”.

Plataforma da Mojix

A adoção de soluções de IoT na área da saúde tem o potencial de salvar vidas, segundo Gláucia, porque pode reduzir o custo da prestação de cuidados e reduzir a carga sobre o nosso sistema de saúde já estressado. “Existem muitas maneiras pelas quais as tecnologias de IoT e Big Data podem oferecer suporte e melhorias significativas nos cuidados médicos”, argumenta. “No entanto, desta vez, focaremos nos mais relevantes, dada a situação atual [de emergência]”.

A primeira ideia consiste em melhorar a visibilidade do inventário em 99,5, reduzindo em até 10 vezes a carga de trabalho do pessoal, e em 99% o tempo para localização de pacientes e funcionários. Outro benefício da plataforma, segundo Gláucia, refere-se ao acesso a dados críticos em tempo real, além de reduzir em 10 vezes a localização de ativos médicos. Reduzir perdas e furtos de ativos médicos também está em questão.

Outra possibilidade é a rastreabilidade de pacientes e pessoal médico no hospital. Por meio de pulseiras de identificação hospitalar equipadas com a tecnologia de rastreamento e portais RFID, o sistema fornece informações instantâneas sobre a localização dos pacientes em áreas georreferenciadas, além da rastreabilidade com histórico de localização dentro das instalações.

“Isso pode ajudar os profissionais de saúde a identificar o horário de entrada e saída por área, o tempo de permanência, localizar ativos e apoiar a rápida alocação de cuidados a tempo de gerar alertas sempre que entrarem em áreas proibidas”, destaca Gláucia.

A rastreabilidade de pessoas nas ruas ou em áreas urbanas e rurais também pode ser realizada pela plataforma da RFID Brasil. “Por meio de um aplicativo móvel com GPS ativado, é possível monitorar os movimentos de pessoas em áreas urbanas e rurais e definir geo-regiões em todo o mundo. Com esta solução, torna-se viável detectar os locais aonde o paciente esteve antes e depois de um possível contágio, identificando pessoas com as quais poderia ter tido contato”, afirma a executiva.

Gláucia afirma ainda que, além dos serviços ao paciente, as etiquetas RFID podem ser afixadas no equipamento do hospital para rastrear a localização e a disponibilidade de cada ativo. “Isso é particularmente útil no caso de um centro médico onde as equipes compartilham as ferramentas de diagnóstico, permitindo assim que sejam encontradas rapidamente”.

“É possível criar uma notificação de ociosidade de máquinas que não estejam operando de maneira ideal ou requerem manutenção, reduzindo o tempo de inatividade e potencialmente salvando vidas no processo”, comenta Gláucia.

Sobre monitoramento, a executiva diz que a plataforma facilita a etiquetagem dos insumos médicos com RFID. “Pode-se associar a tag RFID a cada item por meio de um aplicativo móvel e, assim, detectar entradas e saídas de itens pelos portais RFID localizados em pontos estratégicos”, explica.

O sistema gera alertas para quem entrar em áreas proibidas, exceder o tempo de permanência, se ativos médicos estão fora do local correto, manutenção preventiva etc. “A plataforma gera ainda dashboards e relatórios de inventário, mapas de movimento em tempo real e históricos, mapas quentes, tabelas estatísticas etc”, informa.

De acordo com a CEO da RFID Brasil, o leitor RFID funciona nos principais pontos de controle de tráfego, onde energiza e captura o sinal das etiquetas RFID anexadas a ativos médicos, equipe e pacientes. “Junto com a plataforma de Internet das Coisas e Big Data da Mojix, torna-se possível processar informações e o pessoal médico pode consultar o último local detectado de ativos dentro da unidade de saúde”.

Também integram a plataforma recursos para controle de acesso inteligente; autenticação de produto contra falsificação; rastreamento e controle de uso de ativos; gestão de leitos e centros cirúrgicos; respostas rápidas a emergências; monitoramento de datas de validades e de higienização das mãos; proteção infantil; gestão de lavanderias; prevenção de perdas; entre outras aplicações.

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