Lacoste cria showroom high tech em São Paulo

A subsidiária brasileira usa RFID para localizar produtos, impedir saídas não autorizadas e evitar extravios, em seu novo conceito de loja “Le Club”.

Por Edson Perin

A subsidiária brasileira da Lacoste – a famosa marca de roupas que traz um crocodilo estampado em suas peças – está testando com sucesso o uso de identificação por radiofrequência (RFID) em seu showroom para clientes, na sede da empresa em São Paulo (SP). Com tecnologia da iTag Etiquetas Inteligentes, a solução apresenta os benefícios das tags eletrônicas tanto para os lojistas que visitam o showroom, como para executivos da empresa internacional.

Neste ano, a companhia inaugurou um novo conceito de loja chamado de “Le Club” – um showroom aprimorado com tecnologia. “O novo showroom Lacoste foi desenhado para criar uma experiência humana única para o consumidor. É a síntese da marca e de seu criador, René Lacoste, em um mesmo lugar: o Clube”, explica Thierry Guibert, CEO global da companhia.

O showroom da Lacoste, sob o conceito "Le Club", com RFID
O showroom da Lacoste, sob o conceito “Le Club”, com RFID

A atmosfera fica evidente mesmo antes de se entrar. Com materiais mais claros e cores icônicas da marca, o layout remete a uma quadra de tênis – o painel verde de concreto é uma referência ao paredão de treino de René Lacoste”.

Segundo Cristiano Assis, gerente de projetos e PMO (Project Management Office) da Lacoste Brasil, o projeto do showroom visa a mostrar ao grupo empresarial que a tecnologia RFID pode ajudar a agilizar as operações de logística dos produtos, além de reduzir custos vitais. “A ideia é tentar tornar a RFID um projeto global da companhia e já receber as peças de roupas com as tags inseridas nelas”, argumenta, dizendo que uma iniciativa semelhante está em testes no México.

Nas operações internacionais de logística, Assis afirma que são colocadas de 40 a 50 mil peças por contêiner, cuja contagem e conferência são um processo que tem um custo alto e toma tempo [o que, também, é um custo]. “Ainda que, por algum motivo, a companhia opte por não usar a tecnologia nas operações de vendas nas lojas, por exemplo, os ganhos possíveis na recepção e entrega dos produtos às revendas acaba sendo compensador por si só”, atesta.

Os produtos vendidos no mercado brasileiro são distribuídos em cinco lojas próprias da Lacoste, mais de 80 franquias da marca e, também, em mais de 1.000 pontos de vendas multimarcas. “Agora, o nosso showroom está vendendo o que teremos disponível para o público daqui a um ano. Ou seja, já estamos recebendo os pedidos de franqueados e lojistas multimarcas, que vêm aqui no escritório para fazer seus pedidos”, explica Assis, no escritório da av. Faria Lima.

No estoque há produtos de couro, sapatos, bolsas e, lógico, os produtos têxteis, carro-chefe da companhia. Já o sistema RFID utiliza dois leitores manuais da Zebra Technologies para contagem e localização de produtos. Para o check-out de mercadorias, utiliza-se o interrogador de mesa RFID UHF Identix rPad.

Sérgio Gambim, CEO da iTag

E, no hall do elevador, foi instalado um leitor xArray, da Impinj, que lê as tags dos produtos que estão nesta área do showroom e avisa os gestores da Lacoste, para, assim, impedir que mercadorias saiam de modo indevido, evitando extravios.

“Queremos fazer o inbound, outbound e inventário das peças com auxílio das funcionalidades de RFID”, planeja o executivo da Lacoste. “Como acontece em qualquer projeto, precisamos validar todo o cenário, mapeando as oportunidades, custos, caminhos críticos e os benefícios que o projeto pode agregar ao nosso business”.

Sérgio Gambim, CEO da iTag, afirma que para a sua empresa “é uma grande honra, auxiliar no desenho da RFID para a Lacoste, a primeira camisa polo do mundo”.

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