IoP será antídoto contra a crise da Covid-19 para muitas empresas

Muitas companhias estão aproveitando a crise e a volta às atividades para implantarem tecnologias que fazem com que o Novo Normal seja uma oportunidade de negócios

Edson Perin

Uma das coisas que faço desde que aprendi a ser jornalista há mais de 30 anos tem sido manter contato com as fontes de informação, para saber o que estão vendo e como irão se comportar diante das transformações constantes do mercado. Minhas fontes hoje são basicamente empresários e executivos. Muitos são de empresas usuárias de tecnologias que visam a tirar proveito dos recursos high-tech em seus negócios e outros tantos são representantes de fornecedores de tecnologias que dão base à Internet of Packaging (IoP) e que vendem para os anteriores.

Este contato próximo, tanto em conversas presenciais como online [hoje, o método mais e mais utilizado], permite rastrear como cada um entende o seu negócio e como reage às variações do cenário, especialmente nesta temporada de crise de saúde que vivemos agora e que estamos aprendendo todos juntos a contornar. O que mais tenho visto são opiniões positivas de gente que está disposta a manter e até melhorar o que fazia antes da pandemia de Covid-19. Estas pessoas são as que mais me inspiram e, para minha grande satisfação, são a maioria.

Edson Perin, editor
Edson Perin

Antes que esta afirmação “otimista” possa despertar alguma incompreensão de quem me conhece pessoalmente, há uma grande distância filosófica para mim entre “ser positivo” e “ser otimista”. O ser positivo busca energias para estudar e planejar ações em um novo cenário, o que o difere de modo diametralmente oposto do ser otimista, que espera que as coisas melhorem, sem grandes planejamentos de mudança de rumo. E mudar de rumo hoje é absolutamente obrigatório, tanto que as empresas atentas e bem-sucedidas de varejo, por exemplo, foram para o e-commerce e o delivery, para sobreviver.

Neste cenário de visão, análise, planejamento e execução de mudanças, muitas vezes radicais, foi onde encontrei empresas de diversos setores – manufatura, agronegócio, serviço e varejo, principalmente – se preparando para o chamado Novo Normal, mas não como um “novo mau”, mas como uma excelente oportunidade de negócios. Afinal, são os grandes desafios que trazem valor aos que sobrevivem às adversidades.

Não sei se é por ter nascido numa família de imigrantes italianos cheios de garra e de brasileiros de longa data que tiraram São Paulo da miséria original e fizeram deste Estado o que é hoje, mas sinto uma satisfação profunda pelo trabalho, pela mão na massa, pela construção, realização e, principalmente, pela iniciativa. Sinto uma alegria muito grande quando ouço gente dizer que está produzindo, ganhando dinheiro, pagando salários e melhorando o mundo. É isto o que realmente melhora o mundo.

Conversei com muitos empresários e executivos ultimamente e os mais inspiradores são os que estão vendo um cenário positivo, de trabalho e de conquistas. Nem os pessimistas nem os otimistas têm muito o que falar: são apenas passivos. Os que mais estão entusiasmados são os que encontraram as tecnologias de Internet of Packaging para dar suporte ao seu trabalho, seja numa cadeia de suprimentos, para autenticar a legitimidade de um produto, agregar valor à experiência do cliente, para tornar uma embalagem mais atraente ou, ainda, entregar uma iniciativa mais sustentável, especialmente, em relação ao meio ambiente e à sociedade.

Selecionei para você o que há de melhor nas matérias que fiz nas últimas semanas:

Marcel Sacco, diretor-geral da Hershey Brasil e Latam, afirmou que “a visão de que as embalagens são mídias poderosas está em alta, especialmente com tecnologias como QR Codes, Realidade Aumentada, comunicação por proximidade ou Near Field Communication (NFC), Impressão Digital, ou seja, de um modo geral, por meio da interação com os smartphones dos clientes finais. Estamos atentos à estas tendências e liderando várias ações na direção de utilizar estas tecnologias” – clique aqui e leia mais.

A Edissa Furlan, executiva de marketing de Artes Gráficas da HP, me disse que a criatividade é fundamental hoje, mais do que nunca. “Desde que entrei na área de grandes formatos, com os equipamentos que imprimem em substratos diferentes e oferecem versatilidade aos trabalhos, busco convidar os clientes à diferenciação. Isso está muito latente e é uma questão de sobrevivência em todos os mercados” – clique aqui e leia mais.

A startup BioLambda, especializada no uso terapêutico e germicida da luz, desenvolveu uma linha de equipamentos que emitem radiação ultravioleta C (UVC) com o intuito de promover a descontaminação de máscaras, objetos, superfícies e ambientes. Caetano Sabino, fundador e CEO da BioLambda, declara que estes recursos podem contribuir para a redução dos riscos de contaminação por microrganismos, inclusive, pelo novo coronavírus, causador da Covid-19 – clique aqui e leia mais.

O varejo como conhecemos precisará se inovar e conceitos “sem contato” ajudarão as lojas físicas a defender seu território e a moldar o futuro do setor, defende Francisco Melo, vice-presidente e gerente geral global de Etiquetas Inteligentes da Avery Dennisonclique aqui e leia mais.

Os aplicativos de Realidade Aumentada estão em alta para aprimorar a experiência do cliente. E a montadora Volkswagen (VW) sacou esta tendência. “Já imaginou olhar agora, neste momento, para a tela do seu celular ou tablet e ver todos os detalhes do Nivus?”, assim começa o comunicado da companhia para mostrar sua iniciativa de marketing com RA (do inglês, augmented reality) – clique aqui e leia mais.

A brasileira Biomecanica, fabricante de próteses ortopédicas, adotou a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) da iTag Etiquetas Inteligentes, em 2016, e “desde então comemora a decisão todos os dias”, como afirma o Ricardo Brito, CEO e CMO da companhia. De acordo com o executivo, o inventário dos 140 mil itens em estoque é o primeiro exemplo da eficiência dos processos com RFID. O processo de contagem antes da RFID levava 15 dias de trabalho e com um índice de acerto de 80%. Com a RFID, a mesma tarefa é feita em um dia com 99,9% de acerto – clique aqui e leia mais.

E há muitos outros exemplos neste nosso site IoP Journal Brasil, inclusive mais recentes.

Pode ser que o cenário piore, pode ser que melhore… Uma coisa, porém, é certa: quem está trabalhando com olhos vidrados no futuro, na saída da crise, colherá os melhores frutos.

Tenho certeza do que digo.

Edson Perin é editor do IoP Journal Brasil e fundador da Netpress Editora.

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