GSM Logística reduz custos com RFID

Antes da RFID, os processos dependiam de operações manuais com códigos de barras, propensas a erros e com custos elevados de mão de obra

Edson Perin

A GSM Logística, de São Paulo (SP) está comemorando a redução de custos nos últimos 12 meses graças a uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) implantada pela iTag Sistemas Inteligentes, empresa especializada em soluções com RFID. Segundo Vladimir Sanchez, CEO da GSM, “no último ano, tivemos um crescimento de 250%, e entendemos que o diferencial do sistema RFID somou muito para isso”.

Antes da RFID, os processos dependiam de operações manuais com códigos de barras, propensas a erros e com custos elevados de mão-de-obra. “Com a aplicação de RFID, além da agilidade nos processos, conseguimos reduzir o custo de mão-de-obra”, calcula Sanchez.

Vladimir Sanchez, CEO da GSM Logística

A implantação de RFID segue o padrão passivo EPC UHF, da GS1. “Utilizamos a conversão de dados no padrão EPC GEN 2, porém não possuímos cadastro na GS1”, diz Sanchez. Os leitores RFID estão instalados no Centro de Distribuição em um portal.  “Desta forma, a leitura é 100% eficiente. As ondas de radiofrequência captam apenas o que está em cada caixa”.

Estão em uso pela GSM, os leitores Acura Edge-50 e antenas mono-estáticas de 6 dbi.
“Atualmente, utilizamos a etiqueta adesiva 7X2 da iTag, com chip Monza r6, da Impinj”, afirma Sanchez. Todas as etiquetas são reaproveitadas no processo logístico, porque o modelo de negócio da GSM e as funcionalidades do software iTag Alert 2.0 permite transitar com os malotes entre filiais de clientes e, mesmo assim, retornar com as etiquetas intactas.

“Temos 11.145 malotes etiquetados e transitando entre as filiais dos clientes”, informa Sanches.

A introdução do processo com RFID foi um grande desafio, segundo o empresário, “uma vez que o nosso fornecedor ainda não havia operado com nenhuma empresa do segmento logístico. Com o tempo fizemos diversas melhorias para adequar o processo e chegar ao nível desejado de excelência”.

Um dos diretores da companhia foi responsável pela ideia de implantar RFID, prevendo que um processo inovador traria força comercial para a operação, somando diversos benefícios que facilitariam a gestão. Os principais benefícios obtidos com o sistema foram agilidade nos processos, controle de documentos e malotes, e visibilidade.

“Entendemos que o desenvolvimento de sistema nunca tem fim”, afirma Sanches. “De acordo com as necessidades que encontrarmos no nosso segmento, iremos sempre pensar em melhorias que tragam benefícios para o processo. O segredo é nunca se acomodar”.

Imagem do site da empresa

A integração da solução de RFID com o ERP da empresa será o próximo passo. Mas a aplicação iTag Alert 2.0 já trabalha 100% online, com APIs desenvolvidas para se comunicar com o banco de dados hospedado na Amazon.

“Hoje trabalhamos com logística reversa, vai e vem de documentos, de malotes corporativos”, explica. “O ponto inicial do processo é uma leitura de coleta e uma triagem de acordo com as rotas e estados”. Na sequência no momento da entrega, a companhia realiza a leitura do QR Code da etiqueta, através do celular, o que permite que o cliente visualize em tempo real a entrega na tela do computador. “Com isso, podemos oferecer um processo visível de ponta a ponta”.

O middleware já está fixado internamente na ferramenta iTag Alert 2.0, e uma parte da ferramenta faz o controle dos malotes. “Ou seja, desenhamos cada processo do software e criamos APIs para que a ferramenta se adaptasse ao nosso negócio”, esclarece.

A parceria com a iTag teve papel fundamental no projeto, segundo Sanchez. “Através de um trabalho de quatro mãos, que fizemos com nosso fornecedor iTtag, somamos a inteligência que eles têm no processo, com nossas vontades. Isso gerou uma combinação perfeita que nos trouxe muitos frutos”.

Assim, implantar RFID foi uma experiência extremamente positiva, de acordo com o empresário. “Tivemos desafios de acordo com o tempo, pois ao criar melhorias percebíamos novas necessidade a serem trabalhadas. Apenas desafios positivos”.

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