Fábrica de brinquedos adapta-se a demanda tecnológica de cliente

A Calesita implantou RFID em seus produtos com o intuito de garantir o controle de estoque e a rastreabilidade na cadeia de suprimentos até a rede de lojas Havan

Edson Perin

O projeto de identificação por radiofrequência (RFID) da fábrica de brinquedos Calesita, de Pomerode (SC), surgiu da demanda de um de seus principais clientes: a Havan, uma das maiores redes de lojas de varejo do Brasil. Após estudos da equipe de TI, foi tomada a iniciativa de fazer a implantação internamente, antes mesmo de chegar a data limite para realizar as entregas para a Havan com tags inteligentes.

“A equipe de TI analisou os equipamentos, impressoras e etiquetas para fazer um projeto RFID onde pudesse aproveitar os benefícios e atender ao seu cliente ao mesmo tempo”, diz Jeferson Hoppe, executivo da Calesita.

No processo de utilização das ferramentas da iTAG Etiquetas Inteligentes, que implantou a RFID na fábrica, a Calesita encontrou algumas barreiras de consistência e qualidade de leitura RFID. A iTAG teve, então, de realizar a mudança da gravação RFID, aplicando o padrão SGTIN-96, da GS1, para atender tanto ao projeto interno como ao da Havan.

A iTAG implantou o software iPRINT na Calesita, responsável pela geração das etiquetas RFID no padrão da GS1, com o qual são geradas as etiquetas. Em seguida, a informação sobre o processo segue para o sistema de gestão da fábrica (ERP), que é de desenvolvimento próprio da Calesita.

Para as movimentações de mercadorias, a iTAG implantou a ferramenta iMonitor nos portais do Grupo Calesita, onde são executadas as entradas de finalização de Ordem de Produção (OP) e a saída, conferindo os pedidos antes de ir para a área de embarque do caminhão.

Para os inventários e demais funcionalidades logísticas, diz Hoppe, “a ITAG implantou o software iTAG Alert 2.0 onde disponibiliza para a Calesita as funcionalidades de inventário, relatórios de movimentação por RFID”. O first-in-first-out (FIFO) dispõe de um aplicativo de análise onde todas as funcionalidades ficam concentradas em um único ponto para que os gestores tenham facilidade durante as análises.

Atualmente, a Calesita utiliza o padrão GTIN-13 em todas as marcas do grupo empresarial. O mesmo padrão também identifica a caixa de cada produto.

“O objetivo deste projeto”, afirma Hoppe, “é identificar toda a gama de produtos do Grupo Calesita, desde a saída da área de produção até o cliente final, como é o caso de grandes magazines como a Havan. “E para alcançar este objetivo foram executados processos escalonados, onde foram divididas as prioridades”. Esta divisão ocorre da seguinte maneira: 1° Atender a demanda do cliente; 2° Trazer ganho com a oportunidade de evolução; e 3° Evoluir o projeto ao ponto de automatização de processos.

“Nesses três tópicos”, explica, “tivemos evoluções contínuas em parceria com a iTAG que foi responsável por nos apresentar a padronização GS1 e a explicação dos cases do mercado e os ganhos que podemos conseguir com a utilização da ferramenta”.

A impressão de etiquetas na Calesita segue a padronização própria com uma etiqueta RFID para cada produto, aplicada na caixa que os leva para o segundo passo do projeto: a conferência e apontamento de finalização de Ordem de Produção (OP). Neste ponto, há um leitor RFID que registra a passagem dos produtos.

Após a conferência e antes da RFID, os produtos eram encaminhados para o estoque, onde ficavam armazenados até o momento da separação para atender os pedidos de venda. Aí se iniciava a segunda conferência, agora via RFID, em nosso processo logístico que era responsável por captar o operador, pedido e produtos para que fossem vinculados à nota fiscal, para atender os clientes do Grupo Calesita.

“Em paralelo a esse processo, iniciamos a etiquetagem dos produtos com a padronização de nosso cliente Havan”, lembra Hoppe. “Com isso, nós utilizávamos a etiqueta do cliente nos pedidos e isso transformava o processo em um processo moroso que fazia com que demorasse o tempo de preparação. Assim, vimos que seria um ponto importante de melhoria e com isso procuramos uma empresa que já tinha experiencia nos projetos RFID e encontramos a ITAG para que pudéssemos otimizar os processos”.

Após a contratação da iTAG, alguns pontos de melhoria nos processos de impressão, conferência e inventário foram realizadas. “A impressão de etiquetas foi padronizada com o software iPRINT, onde aplicamos a matrícula do nosso EAN13 e utilizamos a padronização EPC GEN2 homologada pela GS1, para que pudéssemos atender as solicitações da Havan, e para que pudéssemos agilizar ao atendimento dos pedidos”.

Nos portais de movimentação logísticas, foram trocados os leitores antigos por leitores Chainway UR4 e pelo software iTAG Monitor. No local, foram feitas as operações de integração para agilizar o uso dos leitores de RFID. “Trocamos também o leitor da área de expedição para que pudéssemos ter uma melhor captação das peças durantes as movimentações”, explica Hoppe.

Após as atualizações, foram implantados os processos de inventário por RFID, utilizando as ferramentas da iTAG para fazer as contagens periódicas, o que permite também as contagens cíclicas.

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