Estudo revela prioridades de executivos brasileiros

Segundo pesquisa da Zebra, investimento em mão-de-obra e tecnologia lidera tendência de 89% dos que já planejam ampliar galpões até 2024

Edson Perin

A Zebra Technologies anunciou nesta semana os resultados do estudo Futuro dos Armazéns 2024, que aponta aumento da automação e crescimento da força de trabalho como tendências para armazéns, centros de distribuição e de abastecimento das empresas, nos próximos cinco anos.

Foram entrevistados 1.403 executivos dos setores de manufatura, transporte e logística, varejo, correio e distribuição por atacado na América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América Latina, onde foram consultados tomadores de decisão brasileiros e mexicanos.

O estudo aponta que 74% dos entrevistados brasileiros concordam que a introdução de mais trabalhadores em conjunto com soluções tecnológicas é a melhor maneira de automatizar os armazéns, embora apenas 35% vejam claramente por onde começar este processo.

A pesquisa aborda estratégias de líderes das áreas de Operação e Tecnologia da Informação (TI) com o intuito de modernizar galpões e acompanhar a demanda. Destes, um total de 89% dos tomadores de decisão brasileiros está liderando processos de expansão ou já planeja ampliar os seus armazéns até 2024. Outros 84% antecipam um aumento no número de galpões.

De acordo com Vanderlei Ferreira, general manager da Zebra Technologies no Brasil, os executivos estão preparados para enfrentar o crescimento da demanda nos próximos cinco anos e estão modernizando os processos de seus armazéns de maneira  gradual, melhorando a produtividade de trabalhadores e equipamentos e  aperfeiçoando o fluxo de trabalho.

“Até 2024”, diz Ferreira, “a tendência é de que as soluções continuem a ser integradas com uma abordagem cada vez mais holística, criando ambientes baseados em dados que equilibram a automação da força de trabalho e do armazém com o treinamento de trabalhadores na linha de base, obtendo uma vantagem competitiva que, nesta altura, os transforma em pioneiros no caminho da modernização”.

Até 2024, de acordo com o estudo da Zebra, a automação vai melhorar o desempenho dos trabalhadores e não substituir a mão-de-obra. Entre os entrevistados, 69% dos gerentes dos armazéns planejam a automação parcial ou o aumento da força de trabalho por meio da tecnologia. Do mesmo montante, 62% consideram que a interação humana faz parte de um equilíbrio operacional ideal e 32% preferem a automação parcial, com participação humana, sendo que 30% apostam no aumento do número de trabalhadores em conjunto com o uso de dispositivos tecnológicos.

Os tomadores de decisão acreditam na implantação de sistemas automáticos ou robotizados para gerenciar estoque de armazém (31%), embalagem para distribuição (20%) e recebimento de mercadorias (22%) até 2024. Com isso, repensar estratégias e operações para enfrentar os desafios continua entre as prioridades.

Dos participantes do estudo, 59% citaram a conquista de espaço para armazenamento como um estímulo para expandir o tamanho de seus galpões. Entre as organizações, 60% mencionaram a contratação de mão-de-obra ou a eficiência e a produtividade dos trabalhadores como seus principais pontos focais.

O uso da tecnologia foi identificado como a questão operacional mais esperada dos próximos cinco anos para 60% dos entrevistados. O resultado desejado a longo prazo para aumentar a visibilidade de ativos, o uso de informações em tempo real e o desempenho baseado em dados também são contabilizados.

À medida que os armazéns se expandem, também aumentam as unidades em estoque (SKU) e a velocidade pela qual os itens devem ser enviados. As preocupações são aumentar a visibilidade e a produtividade e otimizar processos como devoluções (86%), intervalo de tarefas (82%), serviços de valor agregado (86%) e logística de terceiros (95%).

O investimento e a implantação de novas tecnologias são fatores críticos para competir na economia sob demanda. Assim, quase metade dos entrevistados (48%) menciona a velocidade de entrega como o principal motivador da expansão de seus armazéns. 74% dos tomadores de decisão concordam com a necessidade de modernizar seus armazéns para garantir competitividade na economia sob demanda, mas consideram lento o processo de implantação de dispositivos móveis e outras tecnologias.

Entre as consultadas, 78% das empresas estão modernizando seus armazéns por meio da renovação de computadores móveis, tablets e scanners de código de barras. E, até 2024, a modernização será impulsionada por soluções de computação móvel baseadas no sistema operacional Android (95%), sistemas de localização em tempo real (RTLS) (51%) e sistemas de gerenciamento de armazém (WMS) com todas as funcionalidades necessárias (62%).

58% dos entrevistados consideram as etiquetas de códigos de barras móveis e as impressoras térmicas como áreas de investimento essencial para adicionar aos seus planos, expandindo o uso e atualizando dispositivos nos próximos três anos.

Os tomadores de decisão da América Latina identificam a eficiência ou a produtividade da força de trabalho (71%) como um dos principais desafios dos próximos cinco anos. 95% das organizações planejam implantar computadores móveis com sistema Android no armazém até 2024, a fim de melhorar a eficiência e a produtividade do trabalhador.

Já na região da Ásia e Pacífico, 87% dos entrevistados planejam implantar um sistema de execução móvel para gerenciar melhor os trabalhadores no armazém, até 2024. 73% dos gerentes planejam investir em relógios e lentes inteligentes, além de tecnologia sem fio para pendurar nos quadris nos próximos três anos.

Na Europa, os metros quadrados de armazéns devem aumentar 26% nos próximos cinco anos, mais do que em qualquer outra região. E espera-se que até 2024 o uso de RFID e tecnologias de localização aumente nas operações de saída do armazém, uma vez que uma em cada cinco organizações planeja usá-las para embalagens (25%), gerenciamento de estoque (20%) e coleta de itens (19%).

Na América do Norte, quase metade dos tomadores de decisão (49%) identificou embalagem, organização e carga de saída como desafios para o setor. 94% dos entrevistados terão implantado ou planejado implantar soluções de otimização de carga até 2024.

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