Empresa de RFID usa sua própria tecnologia para controlar estoque

A iTAG, uma das maiores implantadoras brasileiras da tecnologia de identificação por radiofrequência, está empregando o próprio sistema para gerir as etiquetas em seu birô

Edson Perin

Quem nunca ouviu falar na expressão “casa de ferreiro, espeto de pau”? Pois é, na iTAG, que desenvolve e implanta soluções com a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), seus sistemas servem também para a própria iTAG atender seus clientes com mais qualidade, agilidade e eficiência. Ou seja, na iTAG, o ditado mudou e passou a ser: “em casa de ferreiro, espeto de ferro”. Em entrevistas com Sérgio Gambim, CEO da iTAG, e funcionários da empresa de RFID, o IoP Journal detalhou o caso de sucesso da iTAG na própria iTAG. Vale conferir a reportagem completa em vídeo, publicada no Canal IoP Journal TV, no Youtube.

Algumas dezenas de milhões de etiquetas de RFID são gravadas mensalmente para os clientes da iTAG em seu birô no Braz, bairro histórico de São Paulo (SP), que começou a ganhar notoriedade no final do século XIX, com a imigração de trabalhadores italianos que iniciaram o processo de industrialização do Brasil.

Na região paulistana, que é um coração pulsante de negócios no Brasil, com mercadorias de diversas partes do mundo, a iTAG começou sua jornada que hoje conta com clientes do porte da Havan e outras marcas importantes nacionais e estrangeiras dos setores de confecção, atacado, varejo, manufatura, logística, entre outros. Para conhecer outros casos de sucesso da iTAG, inclusive o da Havan, digite iTAG na ferramenta de busca deste site (cujo ícone é uma lupa de mão), no topo da página, logo abaixo do full banner, no canto direito.

Com tantos clientes e um volume crescente de etiquetas a serem processadas e também já processadas em seus estoques, a iTAG se viu diante de um desafio que se assemelha muito ao que está acostumada a resolver em seus clientes: localizar, rastrear e encaminhar mercadorias com índice de acerto de 100%. Assim, as caixas com rolos e rolos de tags virgens que vêm de seus fornecedores de etiquetas com inlays de RFID hoje já chegam em seu birô devidamente identificadas por sistemas de radiofrequência.

As etiquetas virgens se destinam a clientes específicos e são codificadas com os respectivos EPCs (Electronic Product Codes ou Códigos Eletrônicos de Produtos) necessários para uso nos produtos de cada uma destas empresas atendidas pela iTAG. A codificação RFID e impressão de códigos de barras ou QR Codes acontece em impressoras RFID utilizadas pela iTAG e fabricadas por diversas empresas fornecedoras deste tipo de equipamentos.

Terminado o trabalho do birô, a iTAG precisa encaminhar as tags da Havan para a Havan, da Levi’s para a Levi’s, e assim por diante. Quando a empresa lidava com algumas milhões de tags por trimestre, a operação era mais simples. Atualmente, porém, o risco de uma caixa de tags ser encaminhada para o cliente errado fez com que a empresa fosse motivada a usar a RFID também para os seus processos de produção e gestão de cadeias de estoques e logística (Supply Chain Management).

Os ganhos da iTAG com o uso de seu próprio sistema de RFID se concentram em agilizar a gestão de seus estoques, eliminação de trabalho manual e de erros dos processos de recepção, produção e remessa de etiquetas. “Recebemos as caixas de tags RFID de nossos fornecedores de um modo simples e ágil, sem perda de tempo. Também localizamos as tags que precisamos sem maiores dificuldades, utilizando leitores RFID, que são os mesmos que utilizamos em nossos clientes”, explica Gambim, CEO da iTAG. “No final do processo do birô, conseguimos agilizar também a remessa das tags gravadas e impressas, sem maiores complicações e nenhum erro”.

Com mais de uma dúzia de projetos premiados por organizações como a GS1 Brasil e o próprio IoP Journal Award, com os cases SIG Combibloc e UpperBag, em 2020, a iTAG tem sido uma das empresas que mais implanta e populariza operações com a tecnologia RFID no Brasil. Com birôs em diversos estados brasileiros e em outros países, como a China, a iTAG busca atender os seus clientes onde surgem as novas necessidades, como etiquetar os produtos em fábricas da Ásia, para rastreamento e controle desde a manufatura e durante toda a cadeia de suprimentos.

Além disso, a iTAG investe pesado em desenvolvimento de software. “Os nossos sistemas já acumulam mais de 7.000 horas de desenvolvimento”, argumenta Gambim, revelando que a empresa tem um road map agressivo de novas etapas evolutivas de sua solução de software previsto para os próximos meses. “Na próxima fase, entraremos com uma versão que permitirá aos executivos de negócios das empresas clientes da iTAG controlar e aprovar suas operações de negócios por meio do celular”, acrescenta o empreendedor.

Gambim disse ainda que no ano passado, o primeiro ano da pandemia, a companhia sentiu os efeitos da crise que impactou alguns clientes, mas que superou bem os desafios. Neste ano, mostrando um quadro com uma dezena de novos clientes que acabam de ser conquistados, o CEO da iTAG afirmou: “neste ano, estamos de volta aos trilhos do crescimento e não faltam empresas pedindo informações sobre RFID e cotações para uso de nossos sistemas”.

Uma prova de que, mesmo em situações críticas, o trabalho realizado com seriedade e profissionalismo tem oportunidades para prosperar. Mesmo em uma pandemia. Mesmo em um país de complexidades como o Brasil.

Assista à reportagem completa em vídeo, clicando no link abaixo:
iTAG utiliza sua própria solução RFID para gestão de seus negócios

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