Cerâmica ganha eficiência com tecnologia

Sistema baseado em identificação por radiofrequência (RFID) já fez cair de 40 para três minutos o tempo para contagem de itens em pallets, após apenas três meses da implantação

Edson Perin

A Porto Brasil Cerâmica, da cidade de Porto Ferreira (SP), que conta com um estoque de mais de 980 mil itens, conseguiu reduzir de 40 para três minutos o tempo para contagem de itens em pallets, apenas três meses depois da implantação de um sistema baseado em identificação por radiofrequência (RFID) fornecido pela iTag Etiquetas Inteligentes. Os ganhos que a companhia está tendo com todos os novos processos ainda não foram medidos, mas os executivos já notam um controle maior de inventário.

Para se ter uma visão completa da evolução proporcionada pela tecnologia, o gerente de logística, Adilson Pussi, prevê que será necessário rodar os sistemas por mais um mês. “O impacto na redução de mão-de-obra para operações meramente manuais terá um impacto grande nas contas da empresa ainda este mês”, afirma o executivo. “Estamos planejando treinar as pessoas que ficavam na expedição para ocupar postos na área produtiva”.

Ana Carolina Varaldo, gerente de produção da Porto Brasil Cerâmica

Outro benefício da nova tecnologia já foi sentido quanto às solicitações para retificação de pedidos, o que antes demandava a entrega de produtos adicionais aos clientes. O que acontecia? Quando o pedido chegava a alguns clientes, estes reclamavam com a Porto Brasil dizendo que faltavam produtos faturados. “Para manter o bom relacionamento com os clientes, não tínhamos alternativa exceto enviar os produtos que diziam não ter recebido”, explica Pussi, relatando que um enorme prejuízo era provocado por este tipo de evento.

Atualmente, com os sistemas de RFID em funcionamento, os pedidos são conferidos com as notas fiscais na saída da expedição, sem chance de haver erros como os que eram relatados por alguns compradores. Sendo assim, hoje há como a Porto Brasil provar que não houve engano, que os produtos foram embarcados e entregues corretamente, e que, após a chegada no cliente final, não é responsabilidade do fabricante controlar a destinação dos produtos.

“O meu sonho é que este estoque tivesse RFID em todos os itens”, afirmou Ana Carolina Varaldo, gerente de produção da Porto Brasil Cerâmica, olhando para as pilhas de produtos nas prateleiras, que somam mais de 980 mil itens. Para ela, os benefícios da RFID podem ser muito maiores, especialmente quando todos as peças puderem ter suas próprias tags.

Adilson Pussi, gerente de logística da Porto Brasil Cerâmica

“Hoje não temos como fazer isto porque o investimento em tags seria muito alto”, explica Ana Carolina. “Por isso, esperamos que mais e mais empresas utilizem RFID para assim colaborarem com o aumento da escala de produção das tags e, consequentemente, com a redução de seus preços”. A executiva disse que foram feitos testes com as tags nos itens fabricados e que foram bem sucedidos, mas que os custos ainda não compensam este tipo de operação.

A implantação foi iniciada há três meses e ainda passa por ajustes de sintonia fina dos aparelhos de leitura. As tag RFID modelo 7×2 da iTag, equipada com o chip Impinj Monza R6, são colocados em caixas de pelo menos seis produtos. Com vistas nos benefícios, a companhia adotou deste o princípio o padrão EPC Gen2, da GS1.

O middleware iTag iPrint é o responsável pela ordem de produção de tags RFID e aciona a impressora ZT410 da Zebra para produzir as etiquetas de identificação por radiofrequência. A leitura dos produtos nos portais para circulação interna dos produtos e também para a expedição está sendo feita por leitores X-Span da Impinj.

Clique abaixo e assista ao vídeo sobre este caso de sucesso:

Matéria sobre o Case Porto Brasil Cerâmica com RFID
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