Blockchain e RFID podem solucionar problemas de US$ 180 bi

Um novo artigo publicado pelo Laboratório de RFID, da Universidade de Auburn, aponta que as duas tecnologias podem ajudar contra falsificação, furtos e estornos

Mark Roberti

O Laboratório de RFID da Universidade de Auburn e a GS1 EUA estudam os problemas que varejistas, proprietários de marcas e fornecedores de logística enfrentam ao compartilhar dados da cadeia de suprimentos e explorar o papel que a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) pode desempenhar para aliviar esses problemas.

Em outubro de 2018, o laboratório e a organização divulgaram um white paper descrevendo o estudo do Project Zipper, que envolvia rastrear os movimentos de itens com etiqueta RFID entre oito proprietários de marcas e cinco varejistas, enquanto eles avançavam do ponto de fabricação para a marca, centro de distribuição, para outro CD operado pelo varejista e para as lojas.

Esse white paper, baseado em um piloto de um ano, revelou que, quando marcas e varejistas empregam RFID e compartilham dados sobre os movimentos de cada item em toda a cadeia de suprimentos, a precisão pode subir para quase 100%, reduzindo assim o custo das reivindicações.

Blockchain e RFID: tecnologias para economizar bilhões de dólares

O laboratório e a GS1 EUA lançaram um documento de acompanhamento, intitulado Por que o varejo está pronto para Blockchain (em inglês). Este documento fornece uma visão geral de como a tecnologia blockchain funciona e como varejistas, proprietários de marcas e provedores de logística podem usá-la com RFID, que fornece uma identidade única para cada item, permitindo que os dados sejam compartilhados sobre esse produto em um livro de blockchain distribuído.

“Ao eliminar a necessidade de entidades externas estabelecerem confiança ou garantir a integridade, os participantes de uma rede blockchain podem fazer transações diretamente e com mais eficiência, além de manter a propriedade de seus dados”, explica o documento. “No caso de uma rede comercial, todas as partes interessadas relevantes podem compartilhar a responsabilidade de contribuir e validar informações de produtos de forma independente à medida que as mercadorias fluem pela cadeia de suprimentos, resultando em um registro de informações mutuamente acordado e disponível para parceiros comerciais relevantes”.

O Projeto Zipper descobriu que varejistas, proprietários de marcas e fornecedores de logística compartilham dados em diferentes formatos e com diferentes atributos, dificultando o uso eficaz dos dados para atacar pontos problemáticos na cadeia de suprimentos. Ao adotar a tecnologia blockchain, os parceiros usariam um idioma comum e concordariam com os dados armazenados no livro distribuído sobre um item específico. Isso permitiria que as empresas tivessem uma melhor visibilidade do inventário e pudessem analisar os dados com mais eficiência.

Blockchain e RFID podem ajudar a reduzir a falsificação, que custa aos varejistas e proprietários de marcas aproximadamente US$ 98 bilhões por ano, permitindo que os parceiros procurem informações sobre itens específicos e determinem se são genuínos ou falsificados. A cadeia de custódia é estabelecida para que desvios do mercado cinza possam ser tratados com mais eficácia. As empresas podiam ver quando um item saiu da cadeia de suprimentos legítima e foi desviado para o mercado cinza.

Blockchain e RFID também podem ajudar as empresas a identificar onde está diminuindo (um problema de US$ 47 bilhões). Por exemplo, se os itens marcados com RFID fossem lidos quando entrassem em um armazém, mas nunca fossem lidos saindo do armazém, seria fácil encontrar esses dados examinando as entradas da blockchain.

Além disso, blockchain e RFID podem ajudar a resolver o problema de reclamações e estornos. Varejistas, proprietários de marcas e provedores de logística capturariam dados sobre itens etiquetados com RFID, armazenariam essas informações no livro distribuído de um sistema blockchain e teriam acesso ao que foi enviado e quando chegou.

O artigo apresenta um caso convincente de que blockchain e RFID são tecnologias-chave que podem finalmente resolver algumas das ineficiências que há muito atormentam a cadeia de suprimentos global e cada vez mais complexa. Em uma introdução ao artigo, Terry Brown, diretor de transformação de tecnologia de distribuição norte-americana da Nike, diz “…finalmente temos nossa melhor chance de resolver esses problemas e economizar bilhões de dólares desperdiçados nos mistérios da cadeia de suprimentos”. O documento pode ser baixado do site do RFID Lab (clique aqui).

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